A Fé é o combustível das boas obras

Paiva Netto

30/04/2013

  • José de Paiva Netto*
  • José de Paiva Netto*
Em uma palestra que proferi de improviso no Rio de Janeiro/RJ, em 5 de julho de 1991, asseverei que a Fé é o combustível das boas obras; portanto, do trabalho. Tantos anos se passaram, e essa frase continua cumprindo o papel de fortalecer os corações. É como a prece. Ela é necessária a todo instante, porque a Alma, assim como o corpo, necessita de alimento. O que sustenta o Espírito é justamente a oração. O Amor que vem de Deus é resultado de nossa permanente sintonia com o Pai Celestial. Mas é preciso não esmorecer ante as intempéries da existência. É de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, este incentivo basilar: "Aquele que perseverar até o fim será salvo" (Evangelho segundo Mateus, 10:22).



  • Dr. Bezerra de Menezes.
  • Dr. Bezerra de Menezes.
ORAÇÃO DO TRABALHADOR
No ensejo do Dia do Trabalhador, comemorado em primeiro de maio, dedico aos operários da Terra e do Céu da Terra — já que os mortos não morrem — a "Oração do Trabalhador", de autoria do nobre médico dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), Espírito, por intermédio da sensitiva Maria Cecília Paiva, constante do livro "Veleiro de Luz":

"Senhor, nossos corações reunidos aos corações que oram e trabalham em Teu Nome entoam o cântico de amor e de felicidade que nos invade a Alma.

"Humildes trabalhadores de Tua Seara, somos ainda os pequeninos aprendizes do Teu Evangelho que nos esclarece para a longa jornada do infinito.

"Louvamos a Tua Grandeza que estende mãos generosas à nossa debilidade, amparando-nos para que possamos exercer o Divino Mandato que nos confiaste.

"Nós Te louvamos o nome sagrado que imprime em nossas vidas a força necessária para empunharmos a enxada do trabalhador consciente de sua responsabilidade.

"Nós Te agradecemos as bênçãos generosas que deixas em nossos caminhos como frutos sazonados do Teu Amor, ofertando-nos vitalidade maior.

"Nós Te suplicamos, Senhor, que não nos deixes viver ao som das trombetas da vaidade, ou ao som dos elogios fáceis.

"Sabemos, Divino Mestre, quão pequenos e frágeis somos e quão necessárias são as Tuas Bênçãos para o nosso fortalecimento.

"Reergue-nos, Senhor, quando fraquejarmos.

"Inspira-nos nos momentos difíceis.

"Ampara-nos hoje e sempre.

"Que os dias de trabalho que Te ofertamos sejam iluminados pelas Auras de Teus Anjos, a fim de que aqueles que se aproximarem de nós recebam a gota de orvalho que balsamiza e cura.

"Não nos deixes entregues ao orgulho que ainda vive em nosso íntimo e permite que, humildes trabalhadores de hoje, possamos prosseguir sempre, rumo aos mais altos planos, amando-Te e servindo sempre em Teu Nome.

  • Foto: José Castro
  • Austregésilo de Atayde e Paiva Netto.
  • Austregésilo de Atayde e Paiva Netto.
"Anjo de Deus, envolve-nos na Tua Luz, e, estrada afora, cantaremos glórias ao Teu Nome para sempre!".

Belíssima oração! Faz bem à Alma. Espiritualidade Ecumênica é para isso: fazer bem ao nosso Espírito. Portanto, muito oportuna esta palavra do meu saudoso amigo ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) Austregésilo de Athayde (1898-1993): "A verdadeira religião ensina, orienta, edifica, porém não ameaça. A infinita bondade de Deus não pode ser clava mortal para os pecadores".





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*José de Paiva Netto é escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV) e membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central. É autor de referência internacional na conceituação e defesa da causa da Cidadania e da Espiritualidade Ecumênicas, que, segundo ele, constituem “o berço dos mais generosos valores que nascem da Alma, a morada das emoções e do raciocínio iluminado pela intuição, a ambiência que abrange tudo o que transcende ao campo vulgar da matéria e provém da sensibilidade humana sublimada, a exemplo da Verdade, da Justiça, da Misericórdia, da Ética, da Honestidade, da Generosidade, do Amor Fraterno.